Venezuela poderá sair do SWIFT para o sistema de pagamento russo e contornar às sanções americanas

Venezuela pode mudar do SWIFT para sistema de pagamento russo para contornar sanções americanas - relatório
A Venezuela está considerando usar a alternativa russa ao tradicional sistema de pagamento internacional SWIFT, já que o país se prepara para novas sanções norte-americanas que podem enfraquecer ainda mais seu setor financeiro, segundo a Bloomberg.

O banco central da Venezuela enviou uma solicitação sobre o assunto ao Banco Central da Rússia (CBR), já que a aprovação do regulador é necessária se Caracas quiser usar a plataforma de pagamento, disse o relatório, citando fontes. No entanto, nenhum dos lados envolvidos, nem o maior sistema de pagamento do mundo, o SWIFT, comentou o relatório.

A Rússia desenvolveu seu próprio mecanismo de transferência de dinheiro – chamou o Sistema de Transferência de Mensagens Financeiras (SPFS) – em 2014, em meio a preocupações de que a neutralidade política da SWIFT pudesse ser quebrada sob pressão dos EUA.

O sistema de pagamento alternativo russo já inclui quase 400 usuários, incluindo os principais bancos do país. No mês passado, o Banco Central da Rússia (CBR) disse que os bancos estrangeiros mostraram interesse em aderir à plataforma e já estão testando isso.

Caracas já foi atingida por várias rodadas de restrições nos EUA, incluindo sanções contra seu setor de petróleo vital, que responde pela maior parte das receitas do país. Washington já ameaçou banir sistemas de crédito reconhecidos globalmente, como Visa e Mastercard, bem como outras instituições financeiras, de fazer negócios com a Venezuela. Acredita-se que o SWIFT, sediado na Bélgica, também possa estar sujeito às novas sanções.

O corte do sistema bancário global poderia enfraquecer ainda mais a economia venezuelana, que já está lutando contra as conseqüências desastrosas de uma crise econômica e com as restrições dos EUA. O PIB da Venezuela encolheu 47,7% nos cinco anos desde 2013, enquanto a inflação atingiu mais de 130.000% no ano passado.

Os EUA estão apertando suas sanções contra a Venezuela desde janeiro, quando o governo Trump começou a apoiar o líder da oposição Juan Guaido, que se proclamou “presidente interino” e pediu a destituição do presidente eleito Nicolas Maduro.

rt.com


 

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Publicado por em jul 19 2019. Arquivado em TÓPICO IV. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

1 Comentário para “Venezuela poderá sair do SWIFT para o sistema de pagamento russo e contornar às sanções americanas”

  1. Sidnei

    O mundo ficará dividido entre
    o ( próspero) oriente e o ocidente.
    No ocidente teremos o suserano EUA e os vassalos.
    Vassalos europeus.
    E os vassalos sul-americanos, as colônias de exploração.
    A Rússia e a China preparam suas novas rotas da Seda, fora do dólar, fora do Swift.
    Quem diria que a Venezuela iria se tornar um exemplo para o resto dos latino-americanos?
    Viva a Venezuela! Viva Cuba! Viva Bolívar! Viva Fidel!

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