Trump está “extremamente preocupado” com vazamento da CIA pelo Wikileaks, diz Casa Branca

Wikileaks vazou o que seriam detalhes de programa de espionagem da CIA. Porta-voz da CIA não confirma autenticidade dos documentos.

O presidente americano, Donald Trump (Foto: Evan Vucci/AP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “extremamente preocupado” com uma violação de segurança na CIA – a agência de inteligência dos Estados Unidos – que levou o grupo WikiLeaks a publicar documentos da agência sobre ferramentas de ciberespionagem, disse a Casa Branca nesta quarta-feira (8).

WikiLeaks vaza papéis e acusa CIA de hackear equipamentos eletrônicos

Nesta terça, o site de vazamentos Wikileaks começou a divulgar o que seriam detalhes de um programa secreto de espionagem cibernética da CIA. De acordo com o site, estão expostos os sistemas de espionagem cibernética, softwares maliciosos e outras armas digitais utilizadas pela agência para acessar computadores, celulares e TVs inteligentes.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou em um briefing que o governo Trump pretende ser firme com vazamentos.

“Qualquer pessoa que vazar informações confidenciais será tratada no mais alto nível da lei. Nós iremos atrás das pessoas que vazam informações confidenciais, vamos processá-las até o limite máximo da lei”, disse ele.

Já a CIA acusou nesta quarta o WikiLeaks de colocar em risco funcionários americanos ao ajudar adversários dos Estados Unidos e solapar a luta de Washington contra a ameaça terrorista, de acordo com a agência France Presse.

A porta-voz da CIA Heather Horniak não confirmou a autenticidade dos documentos publicados pelo WikiLeaks, que supostamente revelam métodos de espionagem da Agência.

“Tais publicações não apenas colocam em risco o pessoal americano e as operações, mas também dão a nossos adversários ferramentas e informação para prejudicar os Estados Unidos”, disse a porta-voz.

Autoridades cientes

Autoridades de segurança e da inteligência dos EUA disseram nesta quarta à agência Reuters que estão cientes desde o fim do ano passado de uma brecha de segurança na CIA e estão focando em prestadores de serviços como prováveis fontes de documentos repassados ao grupo WikiLeaks.

As autoridades, que pediram para não ser identificadas, disseram que acreditam que os documentos publicados pelo WikiLeaks na terça-feira sobre técnicas da CIA usadas entre 2013 e 2016 são autênticos.

Investigadores estão se concentrando em prestadores de serviços da CIA como a fonte provável do vazamento de material ao site, afirmaram as autoridades. O grupo publicou o que disse serem quase 8 mil páginas de discussões internas da CIA sobre técnicas de invasão cibernética usadas entre 2013 e 2016.

Uma autoridade com conhecimento da investigação disse que as empresas que são contratadas pela CIA têm verificado quais dos seus funcionários tiveram acesso ao material que o Wikileaks publicou e, em seguida, estão verificando os registros de seus computadores, e-mails e outras comunicações.

Outra autoridade disse que até agora não há provas de que as agências de inteligência russas tentaram explorar qualquer material vazado antes de ser publicado. As agências de inteligência norte-americanas acusaram a Rússia de tentar influenciar as eleições presidenciais dos EUA no ano passado em favor de Trump, incluindo a invasão de emails do Partido Democrata. Moscou negou a alegação.

Nesta quarta-feira, a procuradoria federal da Alemanha disse que irá analisar os documentos do WikiLeaks porque alguns deles dão a entender que a CIA opera um centro de ciberespionagem no consulado de Frankfurt.

G1


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Publicado por em mar 9 2017. Arquivado em 2. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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