Trump diz que se encontraria com Kim Jong-Un ‘sob as circunstâncias corretas’

Declaração se dá em meio a tensões elevadas entre Washington e Pyongyang.

Donald Trump chega para evento com banqueiros independentes na Casa Branca, nesta segunda (1º) (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

Donald Trump chega para evento com banqueiros independentes na Casa Branca, nesta segunda (1º) (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

O presidente americano Donald Trump disse em entrevista à agência Bloomberg que se reuniria com o líder norte-coreano Kim Jong Un “sob as circunstâncias corretas”. “Se fosse apropriado para mim encontrá-lo, certamente, eu ficaria honrado em fazê-lo,” disse o presidente nesta segunda-feira (1º). “Se estiver sob, novamente, sob as circunstâncias certas. Mas eu poderia fazer isso”.

“A maioria das pessoas da política nunca diria isso”, disse Trump sobre sua disposição de encontrar-se com Kim, “mas estou dizendo que sob as circunstâncias corretas eu iria me encontrar com ele. Temos novidades”, disse o presidente.

A declaração de Trump se dá em meio à escalada de tensões entre Washington e Pyongyang.

O regime norte-coreano fez no sábado (29) novo disparo de míssil, que fracassou, mas foi simbólico. As ações norte-coreanas têm despertado o temor dos Estados Unidos de que o regime de Kim Jong-Un possa desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território americano com uma ogiva nuclear.

O teste aconteceu poucas horas depois de o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, pedir à China que agisse contra a ameaça nuclear de Pyongyang, reforçando as sanções internacionais. Ele alertou ainda sobre as “consequências catastróficas” no caso de a comunidade internacional não agir mais energicamente para sancionar Pyongyang.

Para os Estados Unidos, uma solução diplomática depende da China, que nega ter essa influência. Pequim acredita que o conflito deve ser resolvido através de um diálogo bilateral entre EUA e Coreia do Norte.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos finalizaram neste domingo (30) suas manobras militares anuais conjuntas, mas deram continuidade aos exercícios navais que provocaram a ira de Pyongyang. Os exercícios conjuntos “Foal Eagle” envolveram 20 mil militares sul coreanos e 10 mil soldados americanos, e simulam cenários de conflito com os norte-coreanos. A tensão é crescente na península: em represália, o regime ameaçou atacar o porta-aviões americano Carl Vinson, estacionado na região.

Reuters


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Publicado por em maio 2 2017. Arquivado em 4. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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