Sem progressos os contatos de Putin-Netanyahu sobre a remoção do Irã e Hezbollah da fronteira de Golã

 

O presidente Vladimir Putin e o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu encerraram sua conversa telefônica na terça-feira, 21 de novembro, em desacordo com a presença iraniana e do Hezbollah na zona de escalação síria perto da fronteira israelense.

As fontes do DEBKAfile relatam que Putin lembrou a Netanyahu sobre seu acordo com o presidente Donald Trump para a criação de uma zona de escalação que se estende da junção fronteiriça Síria-Jordânia-Israel no Golã até o Monte. Hermon. A seção mais ao sul é de 20 km de largura, mas a norte fica a apenas 7 km da fronteira norte do golã de Israel. (Veja o mapa em anexo). Putin observou que 1.000 policiais militares russos já estavam implantados lá para monitorar a segurança e verificar se nenhuma parte viola o cessar-fogo nesta zona.

Netanyahu respondeu que não estava desafiando a zona de escalação por si só, mas enquanto as forças iranianas e de Hezbollah estavam presentes lá, Israel não poderia garantir não abrir fogo, se sua segurança nas fronteiras fosse ameaçada.

A impressão obtida por nossas fontes foi que Putin estava ansioso para obter esse semi-compromisso israelense – de abster-se de atacar as forças iranianas e do Hezbollah, com a promessa de que Moscou  responsabiliza-se por reter os  contra ataques de Israel.

Para colocar diante da cúpula trilateral que ele convocou em Sochi na quarta-feira, 22 de novembro. Participaram do presidente Hassan Rouhani do Irã e do presidente Tayyip Erdogan da Turquia e aprovaram os passos para mover a Síria do estado de guerra para um acordo político.

Netanyahu continuou a aguardar o pedido de Israel por todas as forças iranianas e do Hezbollah para abandonarem a zona de desalinhamento ao longo da fronteira sírio-israelense. Nossas fontes militares levam o fato de que Putin não cumpriu esse pedido  como indicando que sua influência para alcançar isso em Teerã e Beirute é limitada.

debka.com (site sionista)


Nota da Redação:

Inicialmente, todo mundo sabe que as Colinas de Golã pertencem à Síria, que foi tomada na guerra de 67 por Israel e além do mais, o estado sionista acostumado a não reconhecer limites nem fronteiras, não pode ditar regras num país vizinho com conversa fiada de que prioriza a sua segurança.

E também Putin hábil jogador de xadrez, sabe que com o Irã e o Hezbollah pertinho de Israel, é uma forma de limitar ações com os comandos terroristas que aquele país e os sauditas apoiam naquela região, se acaso precisar.

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Publicado por em nov 23 2017. Arquivado em 3. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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