Rebeldes sírios expulsos de Alepo por bombardeios do governo

 

Saladino, principal bairro de Alepo está sob o controlo do Exército do regime do Presidente Bashar al-Assad. Bombardeamentos contínuos e ataques com tanques e artilharia pesada na segunda maior cidade síria.

 

Membro do Exército Livre Sírio durante os confrontos com as tropas do Governo, em Saladino, Alepo 

 

Membro do Exército Livre Sírio foge durante os confrontos com as tropas do Governo, em Saladino, Alepo
Goran Tomasevic /Reuters
 

 

 

Os rebeldes sírios estão a perder a batalha contra as tropas do regime de Bashar Al-Assad, em Alepo. Depois de ter bombardeado o bairro de Saladino na manhã de segunda-feira, o Exército já controla a zona, assegurou uma fonte do Governo em declarações à televisão libanesa Al Manar. 

As imagens de satélite hoje divulgadas pela Anministia Internacional – que denunciou a violência dos bombardeamentos - mostram que terão sido usadas armas pesadas em zonas residenciais, em Alepo, e na cidade vizinha, Anadan, onde se podem ver centenas de crateras abertas pelo impacto dos projéteis de artilharia.

De acordo com a agência Reuters, alguns rebeldes recusam-se a admitir a derrota, mas a verdade é que um posto de controlo que haviam estabelecido em Saladino na passada semana desapareceu. E um dos comandantes do Exército Livre sírio confirmou a entrada, em Saladino, de tanques do Exército de Al-Assad.

Pânico em Alepo

Esta manhã, enquanto helicópteros do regime do Presidente Bashar Al-Assad sobrevoavam uma esquadra da polícia que estava em poder dos rebeldes a um quilómetro de Saladino, o pânico instalou-se no principal bairro da cidade de Alepo. Um grupo de soldados do Exército Livre sírio corriam no meio do caos, utilizando walkie talkies, e gritavam "o Exército já entrou, o Exército já entrou". Um dos comandantes rebeldes, Abu Ali, confirmou a entrada de tanques do Exército no bairro.

Até ao momento, continua a não haver informações concretas sobre o paradeiro do ex-primeiro-ministro Riad Hiyab. O dirigente desertou e fugiu da Síria, sendo posteriormente destituído. O seu porta-voz, Mohammed Aetri, disse que teria ido para a Jordânmia com a família, supostamente com a ajuda do Exército Livre da Síria. Mas a sua entrada naquele país foi desmentida pelo ministro da Informação da Jordânia, Sameh Maayatah.

De acordo com notícia da AFP, Riad teria deixado Amã rumo a outro país, provavelmente o Qatar ou a Turquia, informação que ainda não está confirmada.

expresso.sapo.pt

 


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Publicado por em ago 9 2012. Arquivado em 4. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode pular para o final e deixar uma resposta. Pinging não é permitido no momento.

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