Rebeldes sírios dão prazo de 48 horas para regime cumprir cessar-fogo
O Exército pela Libertação da Síria (FSA, na sigla em inglês) deu ao governo do presidente Bashar al-Assad prazo de 48 horas para cumprir o plano de cessar-fogo da ONU.
O coronel da FSA Qassim Saadeddine disse que se não houver resposta até a hora do almoço de sexta-feira, o FSA não se consideraria "mais vinculado ao plano de paz ..".
O plano prevê que as forças do governo voltem aos quartéis.
Na quarta-feira, observadores da ONU confirmaram a descoberta de 13 mortos por tiros perto da cidade de Deir el-Zour.
Saadeddine disse em um vídeo publicado online que o governo deve "adotar o cessar-fogo imediato, e retirar suas tropas, tanques e artilharia de cidades e aldeias".
"O governo deve permitir ajuda humanitária imediata para todas as áreas afetadas e libertar os detidos … O governo deverá também entrar em negociação real através das Nações Unidas para entregar o poder ao povo sírio", prosseguiu ele.
Todos estas exigências são disposições previstas no plano de paz proposto pela ONU e pela Liga Árabe, diz o correspondente da BBC no Líbano, Jim Muir.
O FSA, porém, é mal armado e não é páreo para as armas pesadas e tanques das forças do regime, diz o correspondente.
A ONU, no entanto, confirmou que o FSA continua a controlar partes importantes de muitas cidades, bem como grande parte do campo em algumas áreas, acrescenta.
Falando após uma reunião fechada do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse que o mais provável cenário é de nova escalada do conflito na Síria, que deve se espalhar para outros países da região.
Já o vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, disse que Moscou é "categoricamente contra qualquer interferência externa no conflito da Síria", porque vai "apenas agravar a situação na Síria e na região como um todo".
BBC Brasil
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