‘Quiseram me comprar como se eu fosse um mercenário’, diz ministro da defesa da Venezuela

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, confirmou que recebeu uma oferta dos EUA para romper com o presidente Nicolás Maduro. Padrino foi apontado por John Bolton, assessor de Segurança Nacional, como um dos oficiais venezuelanos que teriam se comprometido com o líder opositor Juan Guaidó para derrubar Maduro. Mas, segundo Padrino, Washington tentou lhe oferecer dinheiro, oferta rechaçada pelo ministro.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que Padrino ficou indignado com a tentativa de suborno: “quiseram me comprar como se eu fosse um mercenário”, disse. “Dá muita indignação que me tentem comprar com uma oferta da boca para fora.”

E acrescenta: “ao cobrar os chavistas que, segundo os EUA, desistiram na última hora de romper com Maduro, Bolton nomeou publicamente Padrino, o general Iván Hernández, chefe de contra-inteligência, e o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno, como dispostos a respaldar Guaidó.”

A matéria ainda sublinha que “de acordo com o enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliot Abrams, chegou a ser negociado um documento de 15 páginas com garantias para os militares, com uma proposta de asilo para Maduro e a posse de Guaidó como interino. Padrino, Hernández e Moreno não negaram que receberam as ofertas e o ministro da Defesa foi o primeiro a falar sobre elas publicamente, reafirmando seu apoio a Maduro.”

 

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Publicado por em maio 4 2019. Arquivado em 1. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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