Putin anuncia planos para reforçar o exército sírio

O presidente Vladimir Putin anunciou planos russos de “médio prazo” para reforçar o exército sírio que está lutando contra grupos terroristas apoiados por estrangeiros.

Falando em uma sessão de perguntas e respostas ao vivo com cidadãos em Moscou na quinta-feira, Putin disse que o reforço do exército sírio permitiria que as tropas russas no país árabe retornassem às suas bases.

A força aérea da Rússia, no entanto, continuará ajudando a Síria, quando necessário, disse Putin, apesar de ter expressado sua vontade de resolução pacífica da crise na Síria.

“Pretendemos estabelecer um processo de assentamento político (na Síria) entre todos os lados envolvidos”, afirmou.

Experiência inestimável

Putin disse que o exército russo ganhou experiência “inestimável” na Síria, testando armas de última geração em combate real, enquanto a campanha de combate ao terrorismo permitiu que os especialistas do país polonês projetos de armas.

A Rússia lançou sua campanha contra Daesh e outros grupos terroristas na Síria, a pedido do governo de Damasco em setembro de 2015. Os ataques aéreos russos ajudaram as forças sírias a avançar contra militantes apoiados por estrangeiros.

Cooperação com os EUA 

Putin expressou ainda a determinação de Moscou de reencontrar-se com os EUA em várias questões internacionais urgentes, incluindo o controle de armas, a não proliferação nuclear, o combate à pobreza e as mudanças climáticas.

Ele mencionou o acordo nuclear de 2015 com o nuclear do Irã como “um exemplo positivo de nossa cooperação” com Washington.

“Isso significa que podemos negociar e trabalhar juntos. A questão síria, questão do Oriente Médio – é óbvio para todos que nada será alcançado sem nosso diálogo construtivo”, disse Putin.

“As sanções ocidentais beneficiaram a Rússia”

Putin disse que as sanções ocidentais forçaram a Rússia a “mudar nossos cérebros e talentos” para reduzir a dependência das exportações de energia, acrescentando que seu país havia saído da recessão apesar das medidas restritivas.

Um jornalista observa uma transmissão ao vivo em uma tela eletrônica mostrando uma chamada nacional – atendida pelo presidente russo Vladimir Putin, em Moscou, 15 de junho de 2017. (Foto da AFP)

As sanções apenas tornaram a Rússia mais forte, disse Putin em seu apelo nacional, que chegou no mesmo dia em que o Senado dos EUA votou esmagadoramente para punir a Rússia por suposta tentativa nas eleições presidenciais de 2016.

Os senadores dos EUA aprovaram nesta quarta-feira um amplo pacote de sanções que visam setores-chave da economia russa e indivíduos que alegadamente levaram a cabo ataques cibernéticos.

Putin disse que a Rússia não fez nada para justificar o movimento recente do Senado dos EUA, que destaca a política do Ocidente de conter a Rússia e “uma contínua luta política interna nos EUA”.

As novas medidas seguiram várias rodadas de outras sanções impostas pelos EUA e pela UE sobre a decisão da Península da Criméia do Mar Negro de se juntar à Rússia e o suposto apoio de Moscou para separatistas no leste da Ucrânia.

A Rússia respondeu as sanções, interrompendo a maioria das importações de alimentos do Ocidente.

Segundo Putin, a Rússia está se recuperando das consequências das sanções dos EUA, dizendo que a “crise acabou”. Ele citou pouca inflação e aumentou as reservas cambiais e o modesto crescimento econômico nos últimos meses.

Se “nossos parceiros levantarem as sanções contra a nossa economia, responderemos em espécie”, disse ele ainda.

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Publicado por em jun 15 2017. Arquivado em TÓPICO IV. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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