Pelo 26º ano consecutivo Assembleia Geral da ONU condena bloqueio dos EUA contra Cuba

A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira (1º/11), com o apoio de 191 dos seus 193 membros, uma nova resolução pedindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. 

Esta é a 26ª vez consecutiva desde 1992 que a comunidade internacional, no principal órgão deliberativo das Nações Unidas, exige categoricamente o levantamento do bloqueio aplicado por Washington contra Cuba há mais de meio século. 

Como o Departamento de Estado dos EUA anunciou no dia anterior, a Casa Branca votou contra o projeto, apoiado por seu aliado incondicional, Israel. Em 2016, os EUA, ainda sob a presidência de Barack Obama, decidiu pela abstenção, sempre tendo ao lado voto idêntico de Israel.

Antes do voto em plenário, diplomatas de vários países defenderam o fim do bloqueio e criticaram seu impacto no desenvolvimento socioeconômico da maior ilha do Caribe e as violações dos direitos humanos que ela representa. 

Cuba denunciou, pela voz de seu chanceler, Bruno Rodríguez, o alcance das sanções unilaterais e extraterritoriais dos Estados Unidos, bem como os esforços da atual administração dos EUA para intensificá-lo. 

A resolução aprovada exorta todos os países a não promulgarem ou aplicarem leis e medidas contrárias à Carta das Nações Unidas e que violam os princípios de não intervenção nos assuntos internos das nações bem como a liberdade de comércio internacional e navegação. 

A este respeito, convida os Estados que executam tais ações a tomar as medidas necessárias para revogá-las ou deixá-las sem efeito. 

O texto solicita ao Secretário-Geral da organização, em consulta com os órgãos e organismos relevantes do sistema das Nações Unidas, que prepare um relatório sobre o cumprimento da resolução. 

Fonte: Prensa Latina, tradução da Redação do Resistência 


 

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Publicado por em nov 2 2017. Arquivado em 1. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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