‘OTAN muçulmana’ em sua forma atual está condenada ao fracasso, diz especialista

Um dos temas mais discutidos das últimas semanas é a criação da Aliança Militar Islâmica. A “OTAN muçulmana” consiste em 39 países do mundo islâmico e, pelo visto, tem potencial de virar o novo eixo de poder na região.

Caças F-15 da Força Aérea da Arábia Saudita

Porém, a viabilidade do projeto é questionada por vários especialistas. O iraniano Farzad Ramazano Bonesh, especialista em política regional, comentou a situação para a Sputnik Persa.

Uma das razões para a repercussão na imprensa quanto à nova aliança muçulmana estaria ligada à nomeação do ex-general paquistanês, Raheel Sharif, ao posto de chefe da entidade. Segundo Bonesh, há muito tempo, a Arábia Saudita tenta “contratar” um militar tão experiente e, portanto, a organização vem negociando com o alto oficial sobre seu futuro cargo. “Durante os últimos anos, a Arábia Saudita está tentado a pôr o Paquistão contra o Iêmen para atrair os militares paquistaneses às filas do seu exército.

No entanto, sendo membro da Aliança Militar Islâmica (IMAFT, sigla em inglês) encabeçada pelo Reino Saudita, Paquistão adotou uma postura relativamente imparcial no que diz respeito a essa questão”, assegurou Bonesh. O cientista político assinalou que, para os militares paquistaneses, a coalizão liderada por Riad parece mais um bloco pró-sunita contra xiitas do que uma aliança contra o terrorismo, já que a IMAFT não inclui Irá, Iraque e Síria.

sputnik


 

 

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Publicado por em jan 17 2017. Arquivado em 2. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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