O mercado e suas estratégias de dominação no mundo

 

 

 

As tragédias atômicas de Hiroshima e Nagasaki não estão tão longe de se repetirem, pois agora a presidência da nação mais militarizada do mundo é ocupada por um paranoico. Porém, antes de sua chegada ao poder, muitas situações de deflagrações iminentes de guerra nuclear foram registradas por jornalistas competentes e cientistas sérios. A urdidura tática deste plutocrata e showman é planejada por assessores de grande capacidade estratégica, baseados na visão nazifascista que ganha força nos EUA. Trataram de fazer uma aproximação com a poderosa Rússia dirigida pelo maquiavélico Vladimir Putin, enquanto trocam ameaças com a Coreia do Norte e ensaiam uma invasão à Venezuela para ampliar seu campo de influência em toda a América Latina. O estado de exceção no Brasil, que tem seu apoio na mídia, na elite financeira paulista e no apalermado Congresso Nacional, é operacionalizado por amplos setores do judiciário com o inequívoco apoio dos órgãos de inteligentzia norte-americanos. Vivemos, portanto, na atualidade sob o signo da guerra e da morte que o casamento do dinheiro com o poder ameaça tornar uma realidade concreta no mundo.

O pessimismo destas palavras não é simplesmente antropológico, mas histórico, pois as evidências são por demais visíveis mundo afora.

Chomsky, na entrevista a um jornalista brasileiro, afirma que já estamos na guerra da destruição planetária e confirma o que ora acabo de afirmar, lamentando o avanço do direitismo que tenta cegar essa cosmovisão do desastre.

Quando a China entrou na cena econômico-política em 1949, os EUA que detinham 50% da riqueza mundial caíram para 20% e agora pretendem voltar à sua condição imperial, dominando a América Latina, sem uso de metralhadora e tortura direta, mas apelando para setores ultraconversadores da toga, situação confirmada pelos juristas norte-americanos do Lawfare. Este é o fulcro da crise brasileira, cujo caos a Globo já não pode esconder e, por esse motivo, agora trucida a vampiresca figura energúmena desse farsante que atende pelo nome de Temer. Os seus companheiros de farsa, no PSDB e PMDB, serão trucidados pela história.

Certamente que o avanço da Direita no mundo se deve em grande parte ao afrouxamento da compreensão de que a história se dá dentro da luta entre classes e que a política é seu instrumento operacionalizador. O movimento socialista esqueceu que o mercado é implacável na busca do lucro infinito e agora tentará despedaçar os Brics, que seriam uma alternativa à influência norte-americana. A cruzada da economia capitalista tem a parceria da estrutura montada no Brasil, cujo objetivo principal é vender as riquezas do País (pré-sal, Amazônia, Eletrobras, pois a Casa da Moeda foi vendida e nosso dinheiro será fabricado em Washington), anulando qualquer veleidade de estado social.

*Valton de Miranda Leitão é psicanalista.


 

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Publicado por em set 3 2017. Arquivado em 2. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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