Na Argentina, conta de luz subiu 700% após privatização; Temer vai fazer o mesmo no Brasil

Uma nova decisão da Justiça argentina deu fôlego nesta terça-feira (6) ao governo do presidente Mauricio Macri na disputa em torno dos reajustes das tarifas de serviços básicos em patamares que alcançam até 1.000%.

A Corte Suprema da Argentina considerou sem efeito uma medida cautelar que proibia o aumento da luz em cerca de 500% na província de Buenos Aires e na capital.

Após a privatização o governo Kirchner passou a subsidiar o preço da luz na Argentina, mas o governo atual suspendeu o subsídio, as contas aumentaram 700%, chegando a até 1000% de aumento em alguns lugares.

Governo admite que conta de luz pode dobrar com privatização da Eletrobrás

O governo quer permitir que a Eletrobras privatize usinas hidrelétricas que tiveram suas concessões renovadas em 2012, o que deve elevar o preço da energia gerada por essas usinas. O secretário-executivo de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse nesta quinta-feira (6) que a energia será vendida a preço de mercado, acima do que é cobrado no regime de cotas.

Atualmente as usinas da Eletrobras que tiveram suas concessões renovadas em 2012 funcionam sob o regime de cotas. Isso permitiu uma redução média de 20% na conta de energia em 2013. Sob o regime de cotas, o preço da energia é menor e toda geração dessas usinas é destinada ao mercado cativo, que são os consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia.

Apesar de o custo da energia ficar mais caro, Pedrosa disse que a alta na tarifa de luz paga pelos consumidores pode ser compensada pela redução de encargos. A proposta do governo é destinar parte da outorga obtida pela venda das usinas para abastecer a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A CDE é um fundo setorial bancado pelos consumidores de energia e que paga por programas sociais como o Luz para Todos e a tarifa social.

“O valor [da outorga] será dividido com Tesouro, Eletrobras e consumidor, abatendo nas tarifas. Um conjunto de efeitos que o saldo pode ser positivo para o consumidor. O consumidor pode até pagar uma energia mais cara, mas ele vai pagar menos encargos”, disse.

Ao vender as usinas do regime de cotas, o governo também quer ajudar a Eletrobras a reduzir o seu nível de endividamento.

Plantão Brasil


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Publicado por em ago 24 2017. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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