Milícia de ex-insurgentes líbios toma aeroporto de Benghazi

 

Trípoli – Milicianos líbios mantinham neste domingo (29) o controle do principal aeroporto de Benghazi para exigir do autoproclamado governo do Conselho Nacional de Transição (CNT) demandas supostamente unidas a quotas de poder e reinserção social.

  Fontes militares confirmaram que os antigos insurgentes seguiam despregados com armas de diverso calibre no aeródromo de Benina, na segunda cidade mais importante de Líbia, situada no oriente e considerada berço da revolta do ano passado contra Muamar Al Gadafi.

Os membros da milícia, cujas reivindicações não foram reveladas à imprensa, detiveram toda a atividade nesse aeroporto no sábado e asseguraram que manterão seu protesto até que suas exigências sejam cumpridas.

O incidente ocorreu após quatro pessoas serem feridas por uma explosão em Benghazi, território onde facções políticas e milícias que lutaram subordinadas ao CNT contra Al Gadafi defendem o federalismo depois de declarar a autonomia de Cirenaica.

A tomada do terminal aéreo e o bombardeio também coincidiram com o agravamento da instabilidade política na Líbia, depois que a liderança do CNT, que atua como presidência de fato, destituiu nesta quarta-feira o governo do premiê Abdel Rahim Al-Keib.

Precisamente, a falta de consenso sobre que figuras encabeçarão o novo gabinete, a menos de dois meses das eleições para uma Assembléia Constituinte, fez com que as autoridades líbias atrasassem dois dias a notícia da remoção do executivo.

Al-Keib culpou o CNT por entorpecer o gerenciamento do governo e de obstruir seus esforços para que se celebre em tempo a votação do dia 19 de junho, que elegerá a assembleia de 200 delegados que redigirá a Constituição do país e assumirá a chefia temporária do Estado.

Enquanto isso, círculos políticos e jornalísticos em Trípoli evitaram comentar a apreensão por autoridades do Líbano de um volumosos carregamento de armas líbias a bordo de um barco que pretendia transportá-las para a Síria para a oposição ao presidente Bashar Al-Assad.

Líderes do CNT negaram qualquer envolvimento direto, apesar de que o barco interceptado no mar Mediterrâneo contenha granadas autopropulsionadas, munições de artilharia pesada e explosivos de fragmentação procedentes de Trípoli, Benghazi e Misratah.

O navio de bandeira de Serra Leoa passou por portos da Turquia e do Egito e deveria chegar aos arredores da cidade de Trípoli, no sul libanês, mas na última hora indicou-se que atracasse em Selaata, onde foi detectado o armamento em vários contêineres, segundo indicaram fontes de Beirute.

Prensa Latina


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Publicado por em mai 9 2012. Arquivado em 4. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode pular para o final e deixar uma resposta. Pinging não é permitido no momento.

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