Irã reforça programa balístico em resposta a sanções dos EUA

Parlamento aprova aumento de recursos para desenvolvimento de mísseis e Exército de Elite do governo em meio bilhão de dólares

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Imagem divulgada pelo Ministério da Defesa em 22 de julho de 2017 mostra mísseis Sayyad-3 durante a inauguração de fábrica em local não divulgado no Irã. Neste domingo (13/8) o Parlamento aprovou aumento de recursos em mais de meio bilhão de dólares para o programa balístido do país – HO / MINISTÉRIO DA DEFESA DO IRÃ/AFP

 

Em um contexto de crescente atrito entre os dois países desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro deste ano, os deputados votaram ‑ por esmagadora maioria – medidas para destinar US$ 260 milhões para o “desenvolvimento do programa de mísseis” e uma quantia equivalente para a Força Qods, o braço externo dos Guardiães da Revolução (o Exército de elite do governo), informa a agência oficial de notícias Irna.

Em meados de julho, os EUA impuseram novas sanções jurídicas e financeiras contra pessoas e entidades iranianas ligadas ao programa balístico, proibido por uma resolução da ONU, assim como aos Guardiães da Revolução.

No final desse mesmo mês, o Congresso americano votou sanções contra Teerã, acusando o país de desenvolver seu programa balístico, de violar os direitos humanos e de apoiar grupos classificados como “terroristas” por Washington. Entre eles, está o Hezbollah libanês.

O Departamento de Estado americano considera o Irã o “Estado número 1 em apoio ao terrorismo” no mundo.

“Os americanos têm de saber que se trata apenas da nossa primeira ação”, advertiu o presidente do Parlamento, Ali Larijani, após anunciar a votação das medidas para “confrontar as ações terroristas e aventureiras dos Estados Unidos na região”.

Sem oposição, 240 deputados (dos 244 presentes) votaram a favor do projeto de lei. Depois do anúncio dos resultados, alguns parlamentares gritaram “Morte aos Estados Unidos”. Agora, o texto precisa ser ratificado pelo Conselho dos Guardiães da Constituição.

O projeto votado hoje “é apoiado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo governo”, disse neste domingo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores e negociador dos acordos do Irã com as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano, Abas Araghchi.

“Faz parte de uma série de medidas propostas pelo comitê de supervisão do JCPOA (Joint Comprehensive Plan of Action) para enfrentar a recente lei do Congresso americano”, acrescentou Araghchi.

O JCPOA é o nome do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano firmado em Viena, em 14 de julho de 2015, entre o Irã e o P5+1. Este grupo é formado pelos cinco países integrantes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China), além de Alemanha.

Donald Trump critica este acordo com frequência e já o classificou como “horrível”. Por enquanto, não fala em sua anulação.

O texto votado hoje no Parlamento iraniano considera “todas as forças militares e dos serviços de Inteligência americanos como grupos terroristas” por seu “apoio implícito e explícito a grupos terroristas” e “a ditaduras e regimes que violam os direitos humanos fundamentais” no Oriente Médio.

O projeto de lei solicita à Chancelaria que publique uma lista com as pessoas que serão punidas para que seus bens sejam confiscados, e suas transações financeiras, bloqueadas, excluindo-se os delatores que revelarem “atividades ilegais, crimes, torturas e fraudes eleitorais” dos Estados Unidos.

AFP


Nota da Redação:

A tática da Coreia do Norte tem dado certo e é a mesma que o Irã está fazendo, ou seja, caprichar na tecnologia de mísseis de médio alcance para colocar inseguras as centenas de bases dos EUA na região, coisa que os EUA terão muita dificuldade e gastos para protege-las!

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Publicado por em ago 14 2017. Arquivado em 2. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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