Iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota” tem margem de progresso no futuro

 

 

Área abrangida pela iniciativa "Um Cinturão, uma rota"Área abrangida pela iniciativa “Um Cinturão, uma rota”

Comparando com o mesmo período de 2016, é possível observar que o investimento estrangeiro da China continua a subir rapidamente, amparado por uma estrutura de investimento mais otimizada, pelas indústrias emergentes e por uma proporção de investimento focada nos setores manufatureiros, de informação e serviços mais expressiva.

A cooperação no âmbito do investimento externo em janeiro deste ano, indica que a economia real e as indústrias emergentes são o foco das atenções, sendo que o investimento face ao período homólogo do ano transato na indústria manufatureira aumentou em 79,4%. Em termos globais do investimento estrangeiro, o investimento na manufatura obteve um peso de 37,5%, em contraponto com os 13,4% do ano passado. O setor de transmissão de informação, software, e serviços de tecnologias da informação, testemunhou um aumento de 33,1% face ao ano transato. Em termos globais do investimento estrangeiro, este setor ocupa agora 11,5% do total, face aos 5.6% em termos homólogos.

Os dados relativos a janeiro demonstram que o ímpeto de projetos de empreitada chineses no estrangeiro apresenta uma fase positiva. A China assinou 50 novos contratos nesse mês, sendo cada um deles fora avaliado em mais de $50 milhões. O valor total dos 50 contratos foi de $9,46 bilhões. Esses $9,46 bilhões correspondem a 79% do total dos novos contratos (tanto mais de 50 milhões como menos).

Desde que o presidente Xi Jinping propôs a iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota” em 2013, mais de 100 países e instituições internacionais apoiaram o projeto, sendo que, igualmente, mais de 40 países e instituições assinaram acordos de cooperação com a China.

O ex-ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, disse no dia 21 em declarações à imprensa que, mesmo com a demanda de mercado internacional a cair, as importações e exportações da China durante o ano de 2016 totalizaram 6,3 trilhões de iuanes (cerca de 914,4 bilhões de dólares), um aumento de 0.6% em termos homólogos. Nos países abrangidos pela iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”, foram firmados contratos no valor de 126 bilhões de dólares, um aumento de 36%.

Em janeiro de 2017, a China manteve um papel ativo nos países inseridos na iniciativa suprarreferida. O investimento não financeiro perfez 10,6% do total de investimento estrangeiro, representando um aumento de 2,1% face ao ano de 2016. Atualmente, as empresas chinesas estão presentes em 56 zonas de cooperação comercial em 20 países abrangidos pela iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”. O investimento acumulado é de mais de US$ 18,5 bilhões, o que se reflete numa coleta de impostos no país de destino na ordem de US$ 1,1 bilhão e na criação de 180,000 postos de trabalho.

De acordo com Gao Hucheng, em maio deste ano, a China irá organizar em Pequim a cúpula de cooperação internacional “Um Cinturão, Uma Rota”. Trata-se da primeira vez que a China realiza um evento desta magnitude em torno da iniciativa. Os analistas averbam o projeto chinês como uma importante plataforma de governança económica de escala mundial, e dizem acreditar que a margem de progressão para o futuro é vasta.

*Jornalista do Diário do Povo, exclusivo para o Portal Vermelho


 

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Publicado por em mar 1 2017. Arquivado em 3. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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