Governo do Irã acusa Israel de ‘inventar pretextos’ para atacar a Síria; clérigo faz ameaças

 

Nesta quinta Israel bombardeou alvos iranianos na Síria.

O governo do Irã acusou nesta sexta-feira (11) Israel de “inventar pretextos” para atacar a Síria enquanto uma importante autoridade religiosa fez ameaças contra o governo de Benjamin Netanyahu, um dia depois dos bombardeios israelenses contra supostos alvos iranianos e sírios neste país.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, condenou “com firmeza os ataques do regime sionista” e defendeu “o direito da Síria de se defender”.

“O Irã condena fortemente… os ataques (de Israel) à Síria. O silêncio da comunidade internacional estimula a agressão de Israel. A Síria tem todo direito de se defender”, disse o porta-voz, segundo a TV estatal.

“Os ataques reiterados do regime sionista contra o território sírio aconteceram com pretextos inventados (por Israel), que carecem de fundamento”, declarou Ghasemi.

Além disso, o clérigo Ahmad Khatami disse nesta sexta, de acordo com a TV estatal, que se Israel agir “estupidamente”, as cidades de Tel Aviv e Haifa serão destruídas.

“Vamos expandir nossa capacidade de mísseis apesar da pressão ocidental… para fazer Israel saber que se eles agirem estupidamente, Tel Aviv e Haifa serão totalmente destruídas”, disse Khatami durante as orações de sexta-feira na Universidade de Teerã.

Na quinta-feira, Israel anunciou que atacou posições “iranianas” na Síria, em represália por ataques do Irã contra a parte das colinas de Golã sob controle do Estado hebreu. O ataque deixou mais de 20 mortos. Golã é um território sírio que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexou mais tarde em uma decisão não reconhecida pela comunidade internacional.

Israel contra-ataca alvos militares iranianos na Síria

Israel contra-ataca alvos militares iranianos na Síria

Colinas de Golã (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)Colinas de Golã (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

Colinas de Golã (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

tensão entre Israel e Irã aumentou desde que o presidente americano Donald Trump anunciou a saída dos EUA do acordo nuclear assinado com o Irã e potências ocidentais em 2015. Israel, que é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, apoiou a decisão de Trump e já disse que não deixaria o Irã se estabelecer na guerra da Síria. O Irã tem ajudado o presidente sírio, com centenas de soldados e algumas bases militares, a derrotar uma rebelião de mais de sete anos.

Israel afirma que atingiu quase toda a infraestrutura do Irã na Síria. Segundo a imprensa israelense, foi o maior ataque de Israel contra a Síria desde 1974. O presidente do Parlamento, Yuli Edelstein, disse nesta quinta que Israel enviou “uma mensagem clara aos seus inimigos e ao Irã”.

Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)

Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)

Ataque atribuído ao Irã

No ataque atribuído ao Irã por Israel, o Exército israelense diz que foram disparados 20 mísseis, mas que nenhum caiu no território israelense – 4 foram interceptados e 16 falharam. Israel atribui a responsabilidade do ataque, que tinha como alvo bases militares, ao comandante Qassem Soleimani, da Guardas Revolucionárias do Irã.

Segundo o jornal israelense “Haaretz”, essa foi a primeira vez em que Israel acusou diretamente o Irã de disparar contra o seu território.

Na noite de terça (8), um bombardeio noturno atribuído a Israel em uma área próxima a Damasco, na Síria, matou 15 combatentes estrangeiros leais ao regime sírio, incluindo 8 iranianos, de acordo com o OSDH.

G1.com e agência de notícias


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Publicado por em Maio 11 2018. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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