Fundador da Blackwater quer usar 5 mil mercenários para derrubar Maduro

A notícia avançada pela “Reuters” explica que Erick Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada quer formar um exército privado para atuar em nome do autoproclamado presidente interino da Venezuela Juan Guaidó.

Astrid Riecken/The Washington Post/Getty Images

Erik Prince, fundador da empresa privada (e controversa) de segurança norte-americana Blackwater tem planos de formar um exército para derrubar o líder venezuelano Nicolas Maduro.

A notícia é avançada pela “Reuters” que quantifica um investimento de até 40 milhões de dólares (35 milhões de euros), a realizar por investidores privados para o recrutamento de cinco mil soldados.

O plano de Prince é precisamente criar um exército que opere a partir da Colômbia. Primeiro em operações de espionagem e recolha de informação para derrotar Maduro, e mais tarde em ações militares. Contudo, esses cinco mil mercenários estariam longe de ser suficientes para uma intervenção militar na Venezuela, dado que até ao momento Caracas tem 350 mil militares no ativo, mais dois milhões na reserva.

A ideia é que o exército privado seja composto por soldados “peruanos, equatorianos, colombianos, falantes de espanhol”, de acordo com uma das fontes ouvidas pela “Reuters”. A avaliação de Prince conclui que um exército deste tipo será mais aceite pela população venezuelana do que o próprio exército norte-americano.

Segundo a agência, os planos para a formação do exército já estão em curso há alguns meses, com Prince a ter reuniões, tanto nos EUA como na Europa, com apoiantes de Trump e exilados venezuelanos ricos. Segundo as fontes citadas pela “Reuters”, a ultima reunião terá decorrido no mês passado.

O porta-voz de Guaidó, Edward Rodríguez, negou à agência norte-americana qualquer articulação nesse sentido, e o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garret Marquis, evitou comentar o tema.

A má fama da Blackwater

A Blackwater já apoiou os Estados Unidos com soldados privados em inúmeros conflitos armados, começando pela guerra no Iraque, em 2007. A empresa de segurança privada foi acusada de matar 17 civis em Bagdad, tendo quatro dos seus mercenários sido acusados de homicídio em dezembro passado.

Dada a má publicidade, Prince acabou por mudar o nome da empresa e vendeu-a em 2010. Porém, criou uma outra chamada Blackwater USA, que vende munições, silenciadores e armas brancas. Influente junto da administração americana – a sua irmã Betsy De Vos é a secretária da Educação de Trump – Prince tem procurado convencer o presidente a substituir os soldados americanos destacados no Afeganistão por mercenários. Até agora, sem sucesso.

jornaleconomico.sapo.pt


Nota da Redação:

Essa mesma agência enviou centena de mercenários colombianos, para lutar contra os Houtis no Iêmen, a mando da Arábia Saudita em 2018, e pelo que se sabe, não lograram êxito…

Quem não desertou, morreu.

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Publicado por em maio 2 2019. Arquivado em TÓPICO III. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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