Exército americano tira lições da guerra eletrônica russa na Síria

 Módulo multifuncional de interferência Krasukha 4 durante os exercícios na região de Sverdlovsk, Rússia (foto de arquivo)

Enquanto a Rússia aproveitava a operação militar na Síria para testar novas armas, inclusive contra o exército norte-americano, os meios russos de guerra eletrônica se mostraram altamente eficazes, embora pouco visíveis, escreve um veículo de comunicação russo.

Em seu artigo na edição Rossiyskaya Gazeta, o jornalista Anton Valagin coleta da mídia norte-americana as opiniões de oficiais superiores do exército estadunidense e de especialistas americanos sobre o tema.

O chefe do Estado-Maior General das  Forças Armadas da Rússia, general Valery Gerasimov é visto em 16 de maio durante uma reunião do Ministério da Defesa com o presidente Vladimir Putin
© SPUTNIK / MIKHAIL KLIMENTIEV
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“No nordeste da Síria, enfrentamos uma resistência sem precedentes nas ondas de rádio como nunca vi em qualquer outro lugar”, diz o coronel norte-americano Brian Sullivan, cuja unidade também operou no Afeganistão, no Iraque, no Kuwait e na Síria no passado.Quanto à Síria, os militares norte-americanos encararam os “novos desafios” como um “bom treinamento” paras eles, diz o coronel, aludindo às capacidades dos equipamentos russos.

Entretanto, os especialistas não se mostram tão otimistas. Cabe destacar que os modernos meios de guerra eletrônica da Rússia são poderosos, móveis e podem ser instalados em veículos blindados e aviões para atacar alvos a centenas de quilômetros de distância.

“De repente todo o nosso equipamento se desliga. Você não pode pedir apoio de fogo ou avisar de um ataque inimigo porque seus radares estão bloqueados e não veem nada. Isso pode ser mais perigoso do que uma arma convencional, porque não há proteção contra ela”, assegura o coronel norte-americano aposentado, Laurie Moe Buckhout, à edição Foreign Policy.

Já Daniel Goure, especialista em segurança nacional do Instituto Lexington, acrescenta que os sistemas russos de guerra eletrônica podem não apenas bloquear os canais de comunicação, mas também alterar os dados:

“O fato é que eles são realmente capazes de distorcer a imagem operacional no campo de batalha, o que pode levar a consequências terríveis”, explica.

Entre outros, a Rússia está usando na Síria os novos sistemas de guerra eletrônica Leer-3, Krasukha e Moskva. O primeiro é capaz de abafar a rede de celular ou enviar SMS, por exemplo, com um apelo à rendição.

Krasukha abafa os radares no solo, no ar e no espaço. O sistema Moskva, por sua vez, opera de modo passivo — enquanto permanece invisível para o inimigo, ele escaneia as ondas detectando a radiação de aviões, de mísseis de cruzeiro e até de munições guiadas. Os dados coletados são transmitidos para outros sistemas de guerra eletrônica para supressão eletrônica dos alvos.

Sputnik


 

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Publicado por em ago 4 2018. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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