Ex-ministro israelense acusado de espionar ao Irã

Ex-ministro israelense acusado de espionar o Irã
O ex-ministro da Energia e Infraestrutura de Israel, Gonen Segev, foi acusado de espionar e ajudar o inimigo em tempo de guerra, por supostamente ter passado informações confidenciais para o arqui-rival do Estado judeu, o Irã.

Segev, que anteriormente cumpria pena por contrabando de drogas, foi preso na Guiné Equatorial e extraditado para Israel em maio. O serviço de segurança de Israel, Shin Bet, afirmou em comunicado na segunda-feira que o ex-membro do gabinete tem cooperado com autoridades de inteligência iranianas desde 2012, depois de estabelecer contato com eles na embaixada do Irã na Nigéria.

“Segev deu a seus operadores informações sobre o setor de energia [de Israel], sobre locais de segurança em Israel e sobre prédios e autoridades em órgãos diplomáticos e de segurança, e muito mais”, diz a declaração da agência.

O homem de 62 anos, supostamente, permaneceu um agente ativo no momento de sua prisão e anteriormente “visitou o Irã duas vezes para se encontrar com seus manipuladores”, disse Shin Bet. O ex-ministro também realizou reuniões com os iranianos em hotéis e casas seguras ao redor do mundo e recebeu um dispositivo especial para passar mensagens criptografadas, acrescentou.

Segev estava fazendo contatos com autoridades israelenses, incluindo agentes de segurança e diplomatas, a fim de reunir informações desejadas por Teerã, segundo Shin Bet. Ele também tentou organizar reuniões de figuras israelenses com espiões iranianos, apresentando os últimos como empresários, disse a agência de inteligência.

O Tribunal de Jerusalém indiciou Segev sob acusação de ajudar o inimigo em crimes de guerra, espionagem e outras ofensas na sexta-feira.

Alguns detalhes do caso atualmente permanecem sob sigilo, com os advogados de Segev dizendo em um comunicado que a acusação completa faria as acusações parecerem menos severas.

“Mesmo neste estágio inicial, pode-se dizer que a publicação permitida atribui extrema gravidade aos eventos, embora dentro da acusação, da qual os detalhes completos permaneçam confidenciais, uma imagem diferente seja pintada”, afirmaram os advogados.

De acordo com o Canal 10 de Israel, Segev disse aos interrogadores que “queria enganar os iranianos e voltar a Israel como herói”, já que sua reputação no país natal havia sido manchada. O ex-ministro também insistiu que não forneceu dados importantes para os iranianos.

O ex-ministro está sendo mantido em confinamento solitário em uma das instalações da Shin Bet, com a próxima audiência em tribunal prevista para três semanas.

Segev, que serviu como chefe do Ministério de Energia e Infraestrutura de 1995 a 1996, vive em Israel desde 2007, quando sua carreira política chegou a um fim abrupto. Ele deixou o país depois de cumprir dois anos de prisão por tentar contrabandear 32 mil comprimidos de ecstasy (MDMA) da Holanda para o estado judeu.

rt.com


 

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Publicado por em jun 19 2018. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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