EUA muda “ocupação” das Colinas de Golã por Israel, por “controladas por Israel” em relatório anual de DH

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no centro, visita as ocupadas colinas de Golã com o senador americano Lindsey Graham, à esquerda, e o embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, em 11 de março de 2019. (Foto AFP)
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no centro, visita as ocupadas colinas de Golã com o senador americano Lindsey Graham, à esquerda, e o embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, em 11 de março de 2019. (Foto AFP)

Os Estados Unidos deixaram cair a palavra “ocupado” ao descrever as colinas sírias de Golan ocupadas por Israel, abrindo caminho para o avanço do regime israelense.

O Departamento de Estado mudou sua descrição usual das colinas de Golã de “ocupadas por israelenses” para “controladas por israelenses” em um relatório global anual de direitos humanos divulgado na quarta-feira.

Israel tem pressionado a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, a reconhecer a soberania israelense sobre as Colinas de Golan, que efetivamente anexou em 1981.

Tel Aviv afirma que as colinas sírias de Golan, que as forças israelenses capturaram em 1967, são críticas para sua segurança.

No entanto, as Nações Unidas enfatizam a soberania da Síria no território.

Uma seção separada sobre a Cisjordânia e Faixa de Gaza, áreas que Israel capturou junto com as Colinas de Golan em 1967, também não se referiu a esses territórios como sendo “ocupados” ou sob “ocupação”.

Qualquer mudança na linguagem e terminologia dos EUA em relação à Cisjordânia e Faixa de Gaza é motivo de preocupação para os muçulmanos e reflete as intenções de Washington em apoiar o estabelecimento de um Estado palestino previsto por acordos de paz interinos nos anos 90.

Analistas acreditam que o governo Trump está virando as costas para os palestinos e suas obrigações internacionais para o estabelecimento de um Estado palestino, para servir e defender os interesses de Israel.

Em entrevista à Press TV, o analista político norte-americano Mark Glenn disse que os neoconservadores da administração Trump querem um Israel maior e buscam o avanço do império israelense.

O ex-congressista norte-americano e candidato presidencial Ron Paul disse em uma entrevista que os neoconservadores haviam assumido a política externa dos EUA.

presstv


 

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Publicado por em mar 14 2019. Arquivado em TÓPICO I. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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