‘Estou preocupado’: general americano revela ‘dificuldades’ de resistir às armas russas

 

Os EUA não são capazes de resistir aos mísseis russos, por isso é necessário prolongar o novo tratado START sobre a redução das armas nucleares assinado em 2010, afirmou o chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, general John Hyten, citado pela edição RT.

Segundo John Hyten, a maior ameaça são os novíssimos mísseis de cruzeiro e hipersônicos, bem como o drone submarino russo Poseidon.

“Estou preocupado há já 10 anos com essas armas, que em qualquer momento podem mudar de trajetória, e nós teremos dificuldades com elas”, declarou Hyten, acrescentando que neste momento pode defender os EUA, mas que está preocupado quanto aos comandantes que ocuparão o seu cargo no futuro.

Discursando perante a Comissão de Serviços Armados do Senado na terça-feira (26), ele falou sobre as características dos mísseis russos, assinalando que os sistemas de defesa norte-americanos podem detectá-los, mas depois eles “desaparecem, e nós não os vemos no momento do ataque”.

Teste do novo míssil russo no polígono de Sary-Shagan, no Cazaquistão (imagem ilustrativa)
© SPUTNIK / MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA
Conseguirão EUA e OTAN interceptar míssil hipersônico russo Tsirkon?

O general apelou ao Senado para aumentar os gastos militares para modernizar “a tríade nuclear” que inclui mísseis balísticos intercontinentais terrestres, bombardeiros estratégicos e mísseis balísticos lançados de submarinos. Tudo isso exige 3 trilhões de dólares.O sistema Poseidon, entre outras novíssimas armas russas, foi apresentado pelo presidente do país, Vladimir Putin, em seu discurso à Assembleia Federal em 1º de março de 2018. Deverá ser incorporado à Marinha russa até ao fim do atual programa estatal de defesa, aprovado até 2027.

O Poseidon, que se encontra em estado de testes finais, pode ser equipado com munições convencionais e nucleares. Em essência, trata-se de um torpedo submarino capaz alcançar distâncias de até 10.000 quilômetros, navegar a grande profundidade e atingir velocidades até 200 km/h graças a um mecanismo de propulsão nuclear e com capacidade de destruir portos e cidades costeiras. Também pode causar cataclismos naturais, incluindo enormes tsunamis.

Sputnik


 

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Publicado por em fev 28 2019. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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