Espanha cancela venda de armas à Arábia Saudita devido a ‘atrocidades’ na guerra do Iêmen

A Espanha assinou um contrato com Riade para venda de 400 bombas em 2015. No entanto, o atual gabinete socialista liderado pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez está devolvendo os US $ 10 milhões recebidos dos sauditas e cancelando a encomenda das armas restantes.

Entre 2013 e 2017, 8,3% das exportações totais de armas da Espanha foram para a Arábia Saudita, informou o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

No entanto, no mês passado, o Ministério da Defesa espanhol condenou o assassinato de civis no Iêmen, declarando que eles não venderiam armas a beligerantes que estão matando não-combatentes.

Moço brinca com um automóvel abandonado em um dos orfanatos em Sanna, no Iêmen
© REUTERS / KHALED ABDULLAH
ONU mediará diálogos por paz no Iêmen pela primeira vez desde 2016

A guerra no Iêmen começou em 2014, depois que um partido armado da oposição, o xiita Houthi, depôs o governo Hadi, apoiado pela Arábia Saudita. O conflito se intensificou depois que uma coalizão liderada pelos sauditas interveio militarmente no ano seguinte.Nos quatro anos desde então, estima-se que mais de 10 mil civis iemenitas morreram em ataques do governo saudita e de seus aliados, principalmente usando caças, mísseis e tecnologia de alvos construídos pelos EUA.

Reuters

 

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Publicado por em set 10 2018. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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