Embaixadora: EUA preparam-se para realizar mais ataques militares na Síria

 

O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, faz observações durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Síria, na sede da ONU, em 7 de abril de 2017, em Nova York. (Foto da AFP)
O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, faz observações durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Síria, na sede da ONU, em 7 de abril de 2017, em Nova York. (Foto da AFP)

Os Estados Unidos ameaçaram novas ações militares na Síria depois de seus ataques com mísseis em uma base aérea em resposta ao suposto ataque químico desta semana no país árabe que culpou ao governo.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, emitiu o alerta na sexta-feira durante uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sede da ONU em Nova York.

“Os Estados Unidos deram um passo muito medido na noite passada”, declarou. “Estamos preparados para fazer mais, mas esperamos que não seja necessário.”

Os militares dos EUA dispararam 59 mísseis Tomahawk na base aérea de al-Shayrat, na província de Homs, no oeste da Síria, no início da sexta-feira.

Os mísseis foram lançados dos destroyers USS Porter e USS Ross no Mediterrâneo oriental. A greve matou nove civis, incluindo quatro crianças na sexta-feira, segundo a agência de notícias estatal síria SANA .

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou a greve apenas um dia depois de apontar o dedo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo ataque químico que matou pelo menos 70 pessoas na cidade de Khan Shaykhun em Idlib.

O presidente Trump disse que a operação foi em resposta ao ataque químico na província de Idlib. O governo sírio negou veementemente a responsabilidade por esse ataque.

Haley disse ao Conselho de Segurança: “Estávamos plenamente justificados em fazê-lo”.

“Os Estados Unidos não esperarão mais que Assad use armas químicas sem quaisquer conseqüências”, disse ela sem fornecer um pingo de evidência para apoiar sua reivindicação. – Esses dias acabaram.

“Assad fez isso porque pensou que poderia fugir com ele”, afirmou. “Ele pensou que poderia fugir com ele porque ele pensou que a Rússia tinha as costas. Isso mudou ontem à noite.

Enquanto isso, a Rússia, que convocou a reunião de emergência do Conselho de Segurança na sexta-feira, condenou os Estados Unidos por violarem o direito internacional e cometer um “ato de agressão” contra a Síria.

O Representante Permanente Adjunto da Rússia junto às Nações Unidas Vladimir Safronkov fala durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em 7 de abril de 2017. (Foto da AFP)

“Os Estados Unidos atacaram o território da soberana Síria”, disse o embaixador russo, Vladimir Safronkov, à ONU. “Nós descrevemos esse ataque como uma flagrante violação do direito internacional e um ato de agressão”.

“Não é difícil imaginar os espíritos desses terroristas foram levantados após o apoio de Washington”, disse ele.

Os militares dos EUA afirmaram que o aeródromo alvejado na sexta-feira foi usado para armazenar armas químicas e aviões sírios.

Isto é, enquanto Damasco se ofereceu para destruir suas reservas químicas em 2014 após um ataque venenoso fora da capital.

presstv


Nota da Redação:

Meio mundo ou mais, foi contra esse ato de covardia e terrorismo dos EUA, sequer houve uma investigação!

Essa ação tem um sentido único: dar vantagem estratégica aos grupos terroristas que agem para derrubar o governo de Damasco.

Be Sociable, Share!

URL curta: http://navalbrasil.com/?p=254555

Publicado por em abr 8 2017. Arquivado em 3. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

Deixe uma Resposta

CLIQUE ACIMA PARA RECEBER COMENTÁRIOS POR E-MAIL. ATENÇÃO: AO COMENTAR, UTILIZE UM E-MAIL ÚTIL - COOPERE COM NOSSO TRABALHO.

CLIQUE SOBRE AS NOTÍCIAS