Embaixadora dos EUA na ONU tratará da crise síria com a Índia

Nova Déli – A embaixadora estadunidense perante as Nações Unidas, Susan Rice, analisará hoje com altos funcionários governamentais indianos a situação na Síria, como parte de uma ofensiva diplomática encaminhada a derrocar o governo de Bashar Al-Assad.
Em visita privada aqui, a assessora de confiança do presidente Barack Obama em temas de política exterior aproveitará para reunir-se separadamente com o ministro e o secretário de Relações Exteriores, S. M. Krishna e Ranjan Mathai, respectivamente, e com o assessor de Segurança Nacional, Shivshankar Menon.
A crise da Síria, o Irã e outros assuntos multilaterais como a reforma do Conselho de Segurança da ONU são temas esperados nas discussões, mencionaram jornalistas fontes do governo indiano que pediram anonimato.
Comentaram, também, que provavelmente exista uma "certa dissonância" entre os enfoques da visitante e os anfitriões, pois Nova Déli não é partidária de uma mudança de regime forçado ou de uma intervenção externa na Síria e, pelo contrário, deseja que a crise nesse país seja resolvida de maneira interna.
Recordaram que a Índia -em outros momentos a favor das resoluções promovidas pelo Ocidente na ONU contra o governo sírio- se absteve na última votação porque a proposta da Liga Árabe enfatizava na ideia da saída de Al-Assad.
Quanto ao Irã, apontaram que a nação sul-asiática reiterará não estar disposta a somar-se à política de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia contra Teerã, a cujo programa nuclear atribuem fins militares.
"Rice se reunirá com altos funcionários governamentais da Índia para discutir uma série de temas bilaterais e multilaterais, incluindo a manutenção da paz, a cooperação regional e a Síria", se limitou a dizer a Embaixada dos Estados Unidos aqui antes das conversas.
Prensa Latina
Nota da Redação:
Mesmo com a economia em baixa, os EUA ainda continuam com o fuxico internacional, para derrubar governos que não leem sua cartilha. Dessa vez (acha que) irá coagir a Índia, devido a sua postura de não seguir as sanções contra a Síria e o Irã.
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