Coreia do Sul admite que pode usar sistema preventivo de ataque contra a Coreia do Norte

 

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O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Song Young-moo, disse na segunda-feira
(31) que o país considera utilizar sua estratégia preventiva de ataque à Coreia do
Norte, denominada “Kill Chain” (‘rede de destruição’), que visa lançar uma operação
de defesa contra o regime de Kim Jong-un se uma investida militar norte-coreana
for vista como iminente.
Questionado por congressistas sobre a possibilidade de a Coreia do Sul mudar sua
estratégia de defesa, que passaria a permitir um ataque unilateral à Coreia do Norte
–opção antes desconsiderada pelo país–, o ministro disse que se trata de uma
mudança “no conceito operacional”. “Os nossos planos de reforma da defesa
incluem o ‘Kill Chain’. Vamos continuar concentrados nele”, disse o ministro, citado
pelo jornal “The Korea Herald”.
Young-moo negou, no entanto, que os rumores de que o presidente Moon Jae-in
pediu aos militares a elaboração imediata de um plano de ataque preventivo.
O ‘Kill Chain’ é basicamente um sistema de vigilância, anunciado pela Coreia do Sul
no ano passado, que utilizará satélites de reconhecimento para descobrir onde a
Coreia do Norte está fabricando mísseis e ogivas nucleares, para que essas
localidades sejam destruídas antes do lançamento dessas armas. O projeto inclui o
uso de mísseis e bombas teleguiados para acertar com precisão as bases do
regime.
O programa faz parte de um pacote anunciado com outros dois sistemas militares,
chamados ‘Korean Air and Missile Defense’ [‘Defesa Aérea e de Mísseis da Coreia’]
e ‘Korea Massive Punishment and Retaliation’ [‘Retaliação Massiva e Punitiva da
Coreia’], que visam deter, em conjunto com o ‘Kill Chain’, as ameaças nucleares da
Coreia do Norte.
Segundo o ministro sul-coreano, o país ainda considera a introdução de submarinos
com poder nuclear para aumentar sua capacidade de ataque ao regime de Kim
Jong-un, que demonstra estar cada vez mais perto de capacitar seus mísseis com ogivas nucleares –inclusive o ICBM, intercontinental, que poderia acertar o território
dos Estados Unidos.

Ameaça crescente
Na sexta (28), a Coreia do Norte lançou um novo projétil balístico
intercontinental em direção ao Mar do Japão. O voo do míssil foi mais longo que os
anteriores e caiu no oceano, segundo informações da Coreia do Sul, Japão e
Estados Unidos. Foi o segundo lançamento feito neste mês; o primeiro foi em 4 de
julho, quando foi realizado o teste com um foguete intercontinental (ICBM).
No dia seguinte, o presidente da Coreia do Sul pediu para que fosse revisado o
acordo bilateral com os Estados Unidos que controla o programa de mísseis
balísticos sul-coreano para melhorar a capacidade dos mesmos em resposta ao
último lançamento norte-coreano.
Moon pediu ao seu assessor de segurança, Chung Eui-young, que propusesse
oficialmente ao seu colega americano, H. McMaster, uma revisão das normas para
permitir que o peso da carga útil dos mísseis sul-coreanos seja duplicado para uma
tonelada.
Conforme a última revisão das diretivas aprovadas pelos aliados em 2012, os
mísseis balísticos sul-coreanos podem ter um alcance máximo de 800 km e uma
carga útil com um peso máximo de 500 kg. Aumentar a carga útil para uma tonelada
aumentaria o poder destrutivo destes projéteis.

Uol


 

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Publicado por em ago 1 2017. Arquivado em 3. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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