China: Ações dos EUA dificultam esforços por solução pacífica com a Coreia do Norte

As ações dos Estados Unidos na Península Coreana são contrárias aos esforços da Organização das Nações Unidas (ONU) e da comunidade internacional para resolver pacificamente, por meios políticos, a crise instalada na Península Coreana, informou nesta quarta-feira o general Cai Jun, vice-chefe do Departamento Conjunto da China.

O porta-aviões nuclear norte-americano USS Carl Vinson da classe Nimitz foi construído em 1975. Foi lançado à água em 1980 e comissionado dois anos depois. O navio foi nomeado em homenagem a um senador do estado da Geórgia, para assinalar sua contribuição para a Marinha dos EUA. Desde 2009, se tornou o navio-almirante do grupo 1 de ataque de porta-aviões (Carrier Strike Group 1) da Marinha dos EUA. Além das suas operações numerosas, o porta-aviões também figurou em 2001 no filme Atrás das Linhas Inimigas, realizado por Owen Wilson e Gene Hackman

“As defesas de mísseis na região Ásia-Pacífico, criadas pelos Estados Unidos e seus aliados, agravam ainda mais o confronto militar e político entre a Coreia do Norte, por um lado, e os Estados Unidos com a República da Coréia, por outro”, afirmou Cai Jun durante a VI Conferência Internacional de Segurança, em Moscou.

Segundo o general chinês, isso “aumenta a incerteza da situação” e a “possibilidade de um agravamento do conflito”. “E vai contra os esforços feitos pela ONU e pela comunidade internacional para resolver os problemas por meio do diálogo político”, completou.

O posicionamento chinês foi reforçado pelo que disse o ministro de Relações Exteriores do país, Wang Yi. A autoridade reforçou a mensagem de Pequim para que sejam concluídos os exercícios militares entre as Marinhas dos EUA e da Coreia do Sul na região, o que ajudaria a acalmar as tensões com Pyongyang.

De acordo com Wang Yi, a insistência norte-coreana em prosseguir com testes nucleares é uma “clara violação das resoluções da ONU”, mas que os exercícios militares persistentes ao redor da península “não representam também o espírito das resoluções”.

O ministro chinês avaliou que a segurança e estabilidade na área “estão muito frágeis no momento e que o risco é grande de um novo conflito ser desencadeado a qualquer momento”.

Sputnik

 

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Publicado por em abr 26 2017. Arquivado em 1. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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