Ataque ao Irã: Diplomata diz que EUA têm plano pronto
Porém, os EUA dizem ver a força militar como último recurso para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico do seu programa
Os planos dos EUA para um possível ataque contra o Irã estão prontos, e tal opção está "totalmente disponível", disse o embaixador norte-americano em Israel, Dan Shapiro, dias antes de Teerã retomar as negociações com potências mundiais acerca do seu programa nuclear.
A exemplo de Israel, os EUA dizem ver a força militar como último recurso para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico do seu programa atômico.
"Seria preferível resolver isso diplomaticamente e por meio do uso da pressão em vez do uso da força militar", disse o embaixador Shapiro em declarações transmitidas na quinta-feira pela Rádio do Exército de Israel.
"Mas isso não significa que essa opção não esteja plenamente disponível — não só disponível, como pronta. O planejamento necessário foi feito para garantir que esteja pronta", disse Shapiro. A rádio disse que ele fez as declarações na terça-feira.
EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha têm usado sanções e negociações para tentar convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ter finalidades civis ou militares. Uma nova rodada de negociações
BLOQUEIO
A bancada republicana do Senado dos Estados Unidos bloqueou ontem a votação de novas sanções americanas ao setor petrolífero do Irã, afirmando que precisam de mais tempo para examinar as medidas. A manobra foi recebida com surpresa pelos democratas, que esperavam uma decisão unânime sobre o embargo, que seria preparado antes da reunião de representantes americanos e de mais seis países com o governo da República Islâmica para discutir sobre o programa nuclear persa.
"Sinto que fui empurrado para trás", disse o líder democrata na casa, Harry Reid, após os republicanos se manifestarem contrários.
No entanto, o líder republicano Mitch McConnell afirmou que sua equipe não havia recebido o projeto até a noite de quarta-feira, não dando tempo hábil para a análise. "Nós certamente não queremos dar um passo para trás e os membros do partido estão preocupados se as medidas vão na direção errada".
EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha têm usado sanções e negociações para tentar convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ter finalidades civis ou militares. Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima quarta.
SANÇÕES
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem que será mantido por pelo menos um ano o quadro jurídico de sanções contra Mianmar, apesar das reformas realizadas nesse país, ressaltando que as iniciativas ainda estavam em estado "embrionário".
"O governo birmanês fez progressos em várias áreas, incluindo a libertação de centenas de prisioneiros políticos, as negociações de cessar-fogo com diversos grupos étnicos armados, e com o principal grupo de oposição em favor da democracia", afirmou Obama em um comunicado explicando sua decisão.
"Os Estados Unidos se comprometem a apoiar os esforços de reforma realizados por Mianmar, mas a situação em Mianmar continua a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos", acrescentou Obama, utilizando a expressão usada para justificar a situação "de emergência nacional", quadro jurídico anterior às sanções.
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