Após atentado, há silêncio do governo dos EUA sobre controle de armas

 

 

 

Os Estados Unidos acordaram na segunda-feira (2) com o maior massacre a tiros de sua história. Um único suspeito, a partir do 32º andar de um hotel de Las Vegas (Nevada), matou ao menos 59 pessoas e fez mais de 500 feridos antes de se suicidar, cercado pela polícia. Ele atirou com armas automáticas, disparando em uma massa de cerca de 22.000 pessoas que assistiam a um show ao ar livre a poucas centenas de metros de distância.

Doze horas depois do massacre, os investigadores ainda não tinham ideia das motivações do agressor. O autodenominado Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque, algo que as autoridades receberam com ceticismo.

O autor da matança foi identificado como Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que morava em Mesquite (Nevada), a 130 quilômetros a nordeste de Las Vegas. Paddock se suicidou pouco antes de os agentes entrarem em seu quarto, de acordo com o xerife do condado de Clark, no qual está localizada Las Vegas. Ao menos 30 armas são tidas como sendo de Paddock, entre as encontradas no hotel da cidade e depois, em sua casa. O chefe da polícia de Nevada, Joseph Lombardo, disse acreditar que é um “lobo solitário”. O suposto assassino tinha dez pistolas e várias armas longas no quarto de onde fez os disparos, de acordo com o oficial Kevin McMahill. Paddock, que não tinha antecedentes criminais graves, estava hospedado nesse quarto de hotel desde 28 de setembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu suas condolências às vítimas no início da manhã. “Minhas mais calorosas condolências e simpatia às vítimas e às famílias do terrível ataque a tiros de Las Vegas. Que Deus as abençoe!”, escreveu em um tuíte. Políticos dos Estados Unidos e de outras partes do mundo também expressaram suas condolências às vítimas, entre eles o vice-presidente Mike Pence. Trump chamou o acontecimento de “ato de pura maldade” em uma conferência de imprensa. Na quarta-feira ele viajará a Las Vegas, depois de visitar Porto Rico na terça-feira para avaliar os danos provocados pelo furacão Maria na ilha.

Apesar do problema quanto a posse de armas pela população estadudinense, Trump não citou a discussão sobre o controle de armas nos EUA. Horas mais tarde, em uma coletiva de imprensa, Sarah Sanders, porta voz da Casa Branca, evitou com essa frase a necessidade de um debate sobre a posse de armas nos EUA: “A única pessoa com sangue nas mãos é o atirador, esse não é o momento de irmos atrás de outros indivíduos ou organizações”. Apesar da declaração da porta-voz, calcula-se que hoje aproximadamente 33.000 pessoas morram a cada ano nos Estados Unidos por disparos de armas de fogo, o que equivale a cerca de 93 por dia.

Portal Vermelho e El País


 

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Publicado por em out 4 2017. Arquivado em TÓPICO II. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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