Anistia critica Brasil por ignorar repressão na Síria

 

Em 2011, um ano tido como "rebelde", houve forte contraste entre insurgência e liderança internacional.

Enquanto manifestantes demonstraram "coragem" ao redor do mundo, a reação das potências globais foi marcada por "medo", "má-fé", "oportunismo" e "hipocrisia".

A coleção de adjetivos consta do "Informe 2012" da Anistia Internacional, que documenta a situação dos direitos humanos em 155 países e territórios no ano de 2011. É o 50º relatório do órgão.

A "coragem" a que se refere o informe é aquela vista entre os insurgentes da Primavera Árabe, que destronaram ditadores pela região. Mas é também o sentimento creditado aos indignados da Espanha e aos anticapitalistas do "Ocupe Wall Street", entre outros descontentes.

Já a "má-fé" serve, no texto da Anistia Internacional, aos Estados em geral. O Brasil, inclusive, citado nominalmente entre aqueles que "manifestaram cumplicidade através de seu silêncio" em relação à repressão violenta na Síria por parte do regime.

O órgão nota que "o apoio ostensivo e entusiasmado" da comunidade internacional "não se traduziu em ação", e que "a linguagem dos direitos humanos é empregada quando serve a interesses políticos ou corporativos".

 

CONSELHO DE SEGURANÇA

 

A maior crítica fica ao Conselho de Segurança da ONU, a quem sobra o adjetivo "inútil" e cujo "deficit de liderança" faz parecer "abatido".

Para a Anistia Internacional, o teste para a comunidade internacional virá em julho, em encontro das Nações Unidas para a negociação de um tratado sobre o comércio de armas. Será, diz o relatório, a prova crucial "para avaliar se os políticos colocam os direitos acima dos próprios interesses e dos lucros".

Apesar do tom ligeiramente otimista, principalmente quando nota o ineditismo dos levantes árabes, o informe da entidade é pouco esperançoso. Foram documentadas em 2011 restrições à liberdade de expressão em pelo menos 91 países. Torturas e maus-tratos aparecem em 101 deles.

O Irã é citado entre os destaques negativos do relatório, dando conta que o país persa recorreu à pena de morte "com um entusiasmo somente superado pela China".

Entre os poucos elogios da Anistia Internacional está a soltura de cerca de 300 presos políticos em Mianmar. Mas o texto vem sempre com conjunções adversativas da família do "mas": "porém o aumento das violações de direitos humanos [...] mostrou os limites dessa reforma".

 

Agências internacionais


 

Nota da Redação:

 

A situação é a mesma ainda, quem não levantar a voz em favor dos grandes interesses, é chamado de cúmplice com a 'repressão síria', ou quem reclamar da chacina que Israel faz há dezenas de anos na Palestina, é chamado de anti-semita.

Lamentavelmente, esse órgão como muitos outros na ONU, servem praticamente aos interesses dos EUA.

O Brasil tem opinião que o problema na Síria é algo interno, todavia prefere a cautela diplomática para não nomear 'quem' está administrando do lado de fora todo esse caos, ao financiar e armar rebeldes para ataques contra o exército sírio.

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Publicado por em mai 25 2012. Arquivado em 3. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode pular para o final e deixar uma resposta. Pinging não é permitido no momento.

1 Comentário para “Anistia critica Brasil por ignorar repressão na Síria”

  1. judeu

    Não é só o brazil não, tambem a onu comunista faz vista grossa e quer que o governo sirio aniquile todos os rebeldes. O brazil e a onu comem no mesmo prato. Que é isto gente, o governo matando o seu proprio povo?. Estamos verdadeiramente enrtrando no governo do anticristo. Esperem e vejam;

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